segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Cid cai seis pontos, mas ainda tem folga para vencer no 1º turno

Com uma semana de campanha pela frente, o governador e candidato à reeleição, Cid Gomes (PSB), caiu seis pontos percentuais na pesquisa O POVO/Datafolha. Ainda assim, ele aparece com folga para vencer ainda no primeiro turno, com 52% das intenções de voto. A pesquisa foi realizada nos dias 23 e 24 de setembro. No levantamento anterior, feito nos dias 9 e 10 deste mês, ele aparecia com 58%.

Essa é a primeira queda registrada por Cid em quatro rodadas de pesquisa O POVO/Datafolha, interrompendo uma tendência que era de alta constante. O governador perdeu intenções de voto após a semana mais conturbada de sua campanha, com denúncias de um suposto envolvimento de corrupção publicadas pela revista Veja da semana passada.

A despeito de Polícia Federal (PF) e Ministério Público terem negado o envolvimento de autoridades estaduais nas denúncias investigadas, a reportagem da Veja se tornou a principal peça de propaganda da oposição na última semana. Além das frequentes exibições no horário eleitoral, a PF apreendeu cópias das páginas da revista feitas por encomenda dos dois principais adversários de Cid – Lúcio Alcântara (PR) e Marcos Cals (PSDB). Na última sexta-feira, chegaram a ser encontradas 89 mil cópias do material em uma gráfica, no Centro de Fortaleza, feitas pela coligação do candidato do PSDB.

Nos últimos dias, a oposição também explorou vídeo de viagem de Cid e familiares a Nova York, que se espalhou pela Internet, com insinuações de uso de dinheiro público, o que foi negado pela coligação do governador.

Na carona das denúncias, Lúcio fez movimento contrário ao do líder na disputa. O candidato do PR reverteu a trajetória que vinha sendo de queda constante e ganhou quatro pontos percentuais. Ele subiu de 16% para 20% das intenções de voto. Já Marcos Cals, que tinha 8% na rodada anterior da pesquisa, agora foi a 10%. Marcelo Silva (PV) e Soraya Tupinambá (Psol), que não pontuavam na pesquisa anterior, têm agora 1%, cada. Francisco Gonzaga (PSTU) e Maria da Natividade (PCB) foram citados, mas não chegaram a 1%. Eleitores que dizem votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos somam 3%, enquanto 12% afirmam ainda não saber em quem votar para governador no próximo domingo.

A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O Datafolha ouviu 985 eleitores em 44 municípios do Ceará, entre os dias 23 e 24 de setembro. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) com o número 57467/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 32025/2010.

Votos válidos
Considerando-se apenas os votos válidos – isto é, descartando brancos, nulos, eleitores que dizem não votar em nenhum candidato e os que não sabem em quem votar –, Cid tem 62% das intenções de voto. Esse é o método pelo qual a Justiça Eleitoral computa o resultado do pleito. Para ser eleito sem precisar disputar segundo turno, um candidato precisa ter mais de 50% dos votos válidos. Na pesquisa anterior, realizada na segunda semana de setembro, o candidato do PSB à reeleição tinha 69% dos votos válidos.

Também pela contagem de votos válidos, Lúcio foi de 20% para 24%. Marcos Cals oscilou de 10% para 12%. Soraya e Marcelo Silva têm 1%, cada.

Espontânea
A pesquisa espontânea também demonstra o mesmo movimento da campanha de Cid. Ele tinha 43% duas semanas antes e, agora, foi a 39%. Os demais candidatos oscilaram dentro da margem de erro. Lúcio foi de 11% para 13% e Cals, de 6% para 7%.

O percentual dos que não sabem em quem votar, nesta pesquisa, ainda engloba um terço dos eleitores: 33%. Na segunda semana de setembro, eram 35%.

Na pesquisa espontânea, o eleitor diz em quem pretende votar sem ver a lista com o nome dos candidatos. Assim, ela se aproxima mais da realidade da votação na urna eletrônica, na qual o eleitor, ao contrário do que ocorria com o voto em cédula, não vê o nome dos candidatos, e precisa digitar o número daquele quer escolheu.

Rejeição
Cid Gomes viu também, pela primeira vez, o aumento do seu percentual de rejeição. Há 20% de eleitores que dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Nas duas últimas pesquisas, eram 16%. Ainda assim, permanece abaixo de Lúcio Alcântara, que tem 29% de rejeição. Marcos Cals tem 23% de eleitores que afirmam que não votariam nele em hipótese alguma, índice que o deixa tecnicamente empatado com o governador e candidato à reeleição. Nesse caso, a resposta é múltipla, ou seja, o eleitor pode citar mais de um candidato. Por isso, o percentual ultrapassa os 100%

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