sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Morto três vezes, o PSDB procura um projeto de vida

Por Josias de Souza
Levado à cova uma trinca de vezes –2002, 2006 e 2010— o PSDB tornou-se uma legenda à procura de um projeto de vida.

FHC e Sérgio Guerra, presidente de honra e presidente executivo do partido, desejam antecipar a escolha do nome do próximo presidenciável tucano.

Em vez de aguardar até 2014, o candidato seria lançado em 2012, com dois anos de antecedência.

Espécie de bola da vez da legenda, Aécio Neves, grão-duque do tucanato mineiro, acha que o nome é relevante, mas enxerga uma prioridade mais urgente.

"Antes de ter um nome, temos que ter um projeto. Não podemos deixar novamente para o início do processo eleitoral a difusão das nossas ideias e propostas".

Um observador incauto poderia perguntar: Quer dizer que, se José Serra houvesse prevalecido sobre Dilma Rousseff, o PSDB iria ao governo sem projeto?

Eis uma das muitas razões que produziram a derrota de Serra: o tucanato não conseguiu pôr de pé uma proposta alternativa de país. Foi às urnas sem discurso.

Não se diga, contudo, que a campanha presidencial do PSDB foi inútil. Hoje, todo mundo sabe que Serra acredita em Deus e é contra o aborto.

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