sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Dinamite utilizada em assalto ao Banco do Brasil de Lavras pode ter vindo de São Paulo

A Polícia Militar trabalha com a linha de investigação que os explosivos utilizados no assalto ao Banco do Brasil de Lavras da Mangabeira sejam oriundos de São Paulo. As informações são do portal O Povo Online que entrevistou o Major Macos Costa, relações públicas da Polícia Militar, para o mesmo as dinamites são de Jaçanã, cidade paulista, que registrou no mês de setembro o sumiço de duas toneladas e meia de dinamite este ano.
Vejam a reportagem sobre o roubo da dinamite que aconteceu em São Paulo no dia 02 de setembro:

Nas mãos de criminosos, carga de 2,5 toneladas de explosivos
Seria mais um roubo de carga na cidade de São Paulo se não fosse, literalmente, um carregamento explosivo. Mais de 2,5 toneladas de emulsão explosiva, chamada popularmente (e erroneamente) de dinamite, estão nas mãos dos criminosos desde ontem após um caminhão ser levado por cinco bandidos armados no Jaçanã, Zona Norte da capital. A quantidade é suficiente para mandar pelos ares 10 vezes o complexo penitenciário do Carandiru. Em 2002, o governo usou 250 kg de emulsão para implodir a Casa de Detenção, que chegou a abrigar sete mil presos.
Além da emulsão, os bandidos levaram 1.500 unidades de cordel detonante e 1.200 peças de espoletas elétricas e pirotécnicas, que são usadas em detonações em pedreiras. Todo o "arsenal" pertencia à empresa IBQ Sistema de Defesa Indústria Química, localizada em Curitiba (PR, que produz bombas de fragmentação, granadas e foguetes para indústrias e para uso militar.
Segundo o boletim de ocorrência, a carga foi interceptada pela quadrilha às 6h de ontem. O caminhoneiro R. S. S., de 36 anos, foi rendido quando trafegava no Km 4 da Rodovia Fernão Dias, na área do Jaçanã.
Feito refém, foi encapuzado e permaneceu por 6 horas em poder dos bandidos - tempo  suficiente para que os explosivos pudessem ser retirados do caminhão. O motorista só foi liberado no início da tarde na Avenida São Miguel, em São Miguel Paulista, na Zona Leste.
O caminhoneiro pediu ajuda da Polícia Militar e foi levado ao 63º DP (Vila Jacuí), onde o caso foi registrado. A vítima tentou identificar os ladrões por meio de imagens do banco de dados, mas não conseguiu.
O caminhão, um Mercedes-Benz Atego 2425, um dos últimos modelos 2010, tinha rastreamento. A Polícia Civil pediu que a empresa bloqueasse o sinal e passasse informações sobre a localização ainda ontem.
O Comando Militar do Sudeste do Exército, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), da PM, e o Esquadrão Anti-Bombas do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) foram alertados sobre o fato, que colocou toda a polícia em alerta em razão do poder do arsenal nas mãos dos criminosos.
Especialistas ouvidos pelo DIÁRIO acreditam que a quadrilha tinha como alvo o caminhão, não sabendo o conteúdo da carga, que pode vir a ser abandonado logo. "Não é fácil o manuseio desse tipo de explosivo, tem que ser usado junto com um reforçador e um detonador", diz o PM reformado Diógenes Viegas Dalle Lucca, que comandou por oito anos o Gate e é especialista na área.
"Em 2002, tivemos um fato semelhante, quando uma carga de emulsão foi roubada na Rodovia Anchieta e os bandidos liberaram o explosivo e levaram só a carreta", acrescenta Lucca.
O Exército informou que o controle de venda e tráfego de explosivos está a cargo da Seção de Produtos Controlados, que trata de blindagens, armas e munições e foi notificada do ocorrido.
Apesar de altamente perigosa, a emulsão, que contém nitrato de amônia, tem sua comercialização permitida. É menos potente que a dinamite, composta por nitroglicerina.

Fonte: Diário de São Paulo

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