segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Presidente do PSDB afirma que partido não sabe fazer oposição extremista

Opiniões circulam como moedas. Algumas têm mais valor do que outras. Muitas revelam-se falsas como nota de três reais.

Pernambucano ilustre, Joaquim Nabuco (1849-1910) dizia:

“A oposição será sempre popular; é o prato servido à multidão que não logra participar do banquete”.

Lula, pernambucano de outro tempo e de outra origem, desvirtuou a lógica do raciocínio de Nabuco.

Por meio de iniciativas como a massificação do Bolsa Família, Lula deu à migalha servida à multidão uma aparência de banquete.

Sérgio Guerra, também pernambucano, descobriu no exercício do combate a Lula que a oposição, diferentemente do que dissera Nabuco, pode ser impopular.

Presidente do PSDB, Sérgio Guerra vê-se compelido a calibrar a infantaria que traz enganchada no sobrenome sem passar a ideia de deposição de armas.

Num instante em que se consolida a impressão de que o tucanato é capaz de tudo, menos de se opor a Lula, Guerra diz:

“A oposição radical, não sabemos fazer”.

Reconhece que seu partido, agora às voltas com Dilma Rousseff, a herdeira de Lula, carece de reestruturação.

Declara que o PSDB passa a impressão de que é um partido de um pequeno grupo.

Guerra não diz, mas quem observa de longe vê um grupo de amigos 100% composto de inimigos.

Em entrevista, Guerra falou sobre os desafios que assediam o PSDB e sobre as expectativas que nutre em relação à gestão Dilma.

Abaixo, o sumo do pensamento do presidente da principal legenda de “oposição”:


- Qual a estratégia da oposição daqui para a frente? Não pode ser outra a não ser se recompor e se reestruturar.
- Que tipo de oposição pretendem fazer? Pontual, radical? A oposição radical, não sabemos fazer. Um dia desses, o presidente Lula disse que sofreu oposição radical. É a maior piada do mundo. Muita gente acha que a gente não fez oposição. Discordo. Nós fizemos oposição do tamanho que tinha de ser.
- Na campanha, Lula sugeriu que setores da oposição pudessem ser dizimados. O senhor teme que isso tenha continuidade com a Dilma? Temo. É a ameaça da venezuelização do Brasil.
- Isso encaixa com o modelo de regulação da mídia? Evidente que se encaixa, é coerente. Hegemonia no Congresso, centralização fiscal, redução do papel dos Estados e municípios, secundarização do Judiciário, ataques ao Tribunal de Contas da União. É a rota do retrocesso e espero que não prevaleça, porque é insensata.

Blog do Josias de Souza

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