quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Funceme atualizará novo prognóstico de chuvas

Açude Orós, no Centro-Sul, está entre os reservatórios que já apresentam renovação hídrica


Iguatu. A Fundação Nacional de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) divulga, amanhã, atualização de prognóstico da estação chuvosa para os próximos três meses. As condições meteorológicas atuais indicam tendência de chuva acima da média histórica para o período, conforme previsão inicial. No campo, alheios aos cálculos de probabilidade, os produtores rurais mantêm a expectativa de um bom inverno.

A segunda análise da Funceme acerca da quadra invernosa será feita em reunião com a participação de meteorologistas da região Nordeste, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), órgão ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmep), que será realizada por todo o dia de hoje, em Natal, no Rio Grande do Norte.

Em janeiro passado, em todas as regiões do Ceará, as precipitações ficaram acima da média histórica, mas na primeira quinzena deste mês ocorreu o inverso para a maioria do Estado. A exceção foram as regiões do Cariri e Litoral de Fortaleza que mantiveram a pluviometria elevada.

A meteorologista da Funceme, Priscila Lima, explicou que na reunião técnica a ser realizada hoje, em Natal, haverá um consenso com base na análise de vários indicadores climáticos sobre a previsão para os meses de março, abril e maio. “As condições são favoráveis para que a quadra invernosa deste ano fique acima da média. Não podemos adiantar a atualização de prognóstico, mas, no momento, os dados indicam um cenário muito positivo”, disse.

No encontro, um dos indicadores a serem analisados é a temperatura do Oceano Atlântico, na faixa Equatorial e nas regiões Sul e Norte. O Oceano Atlântico Sul mais aquecido favorece a ocorrência de precipitações no Nordeste. “Vamos verificar esses dados para uma definição mais exata”, frisou Priscila Lima.

No Oceano Pacífico verifica-se a ocorrência do efeito La Niña, que é favorável para elevada pluviometria no Ceará. O efeito La Niña é oposto ao El Niño, que aquece as águas do Oceano Pacífico próximo à Linha do Equador, contribuindo para ocorrência de estiagem no sertão nordestino.

A temperatura média para esta época do ano é de 26 graus Celsius e uma diferença de cerca de quatro graus para mais ou para menos caracteriza os fenômenos El Niño e La Niña. Portanto, a ocorrência deste último verifica-se um esfriamento das águas do Pacífico.

As chuvas verificadas em janeiro passado e nas duas primeiras semanas deste mês foram favoráveis para a recarga de vários açudes no Interior do Ceará. De acordo com dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), dois reservatórios estão sangrando: Tijuquinha, no Município de Baturité, localizado na Bacia Metropolitana, e Pau Preto, em Potengi, no Cariri, na Bacia do Alto Jaguaribe. A Cogerh faz o gerenciamento de 134 açudes em parceria com o Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs).

Outros seis encontram-se com volume superior a 90%: Açude Prazeres em Barro, com 98,90% (o mais próximo da sangria); Quixeramobim (Quixeramobim), 94,13%; São Pedro Timbaúba (Miraíma), 93,97%; Acaraú Mirim (Massapê) 93,65%; Gavião (Pacatuba), 91,37%; e Rosário, em Lavras da Mangabeira, 90,61%. O volume total de acúmulo em todo o Estado está em 60,84%.


Fonte: Diário do Nordeste

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